July 2011
72 posts
cortes aparecem no corpo
por onde nascem rosas,
um corpo-jardim.
o meu sangue pensam água,
e desse beber
crescem cada vez mais vermelhas,
e pingam, pingos quentes,
e dói.
cuidado com os espinhos das rosas em mim.
pago os olhos da cara
pela sua boca.
fiquei sem saber
o que era corpo
e o que era céu.
álbum “memórias luso africanas” - amabis
orquídea ruiva (M: gui amabis | L: criolo)
criolo: voz
sinhá: voz feminina
regis damasceno: guitarra baritono
gui amabis: programação, teclado, guitarra, violão, baixo elétrico e coro.
baixe o disco aqui: http://www.guiamabis.com/
orquídea ruiva (M: gui amabis | L: criolo)
criolo: voz
sinhá: voz feminina
regis damasceno: guitarra baritono
gui amabis: programação, teclado, guitarra, violão, baixo elétrico e coro.
baixe o disco aqui: http://www.guiamabis.com/

graffiti fine art VIII | murais coletivos
gafi + magrela + sinhá + tinho
mube | março 2011
boiando
na água até o pescoço
corações afogados
pedem socorro
de boca na boca.

exposição ego | casadalapa, 2010
“antes de mim, nada.”
dicionário lello popular, 1953, riscado até o eu.

sua força se foi
em cabelos meus.

guardo você
o mesmo
em mim.

as lágrimas
são todas tintas,
quem chora
colore o mundo.
quero secar você
do nosso suor
no meu varal.
ele gagueja:
tenho medo de você,
sua mente,
não consigo ler.
de olhos abertos a noite fica.
considerei que era
correnteza de álcool na veia,
fumaça demais,
ou porque nada me conhece.
e a cabeça,
revirando os baús da maldade
não encontrou nada
que mirasse seu peito.
fiquei
com medo
de mim.


ASFALTO | caixa foto-poética
poetas: daniel minchoni, elizandra souza,
rafael avila matede, pedro tostes, sinhá
fotógrafos: fernanda grigolin, francisco
costa lima, leandro souza, pedro nobrega, sofia GB
sua asfalto aqui: www.publicacoesiara.com.br
pés cobertos
com pó de ouro
pulando os muros
do seu corpo
cortando pernas
nos restos de garrafas
cacos de vidro
presos ao cimento
do seu medo.